Tudo começa com uma rotina…
daquelas que você reclama por ela ser entediante e chata, e logo começa a fazer planos pra ela mudar e sua vida ficar melhor pra se viver. Mas até seu plano pode virar outra rotina.
Só que esta nunca vai mudar.
Praticamente ao acordar eu espero, e as vezes tenho quase certeza, de que o dia vai ser completamente banal. Mas um dia que você pensa que pode jogá-lo fora e não fará diferença nenhuma na vida de ninguém, e as vezes temos razão.
Mas, como tudo na vida, esse dia me dá uma surpresa…
E bem interessante.
Vi aquela pessoa no ônibus pela manhã, e como é esquisito vê-la. Não por ser ela, é mas pela forma como nos tratamos hoje em dia. Olhar ela de longe e não ir falar por simples ignorância de ambas as partes. Pra quem está dentro desse coletivo e talvez repare em nós dois nunca saberá o que aconteceu, e logo, nunca saberá como duas pessoas que há algum tempo atrás estariam fazendo promessas uma pra outra, tendo em fé na cabeça que o futuro não existia e que problemas não surgiriam, aparentam ser desconhecidos evitando conversas e olhares.
Mal sabia eu que essa surpresa viraria uma rotina séria, que qualquer tentativa de mudar isso seria uma quebra do protocolo que foi estabelecido intuitivamente sem nenhum tipo de discussão, usando o simples uso dele como concordância de sua importância na nossa relação: que é melhor do jeito que está.
E foi sempre assim e é sempre assim e será sempre assim.
Estou tentando ao máximo acreditar que não preciso escrever, isso para mim seria admitir que estou entrando em decadência, simplesmente por achar que escoar palavras, períodos, frases e orações em qualquer lugar possível; mesmo inóspito de paradas e leituras, mesmo que eu mesmo não ache-o de novo; me fara respirar melhor.
Estou mesmo é me enganando, achando que tudo pode melhorar com uma simples murmuração no canto do quarto.
Estou mesmo é tapando o nariz pra não sentir o cheiro do futuro, de que tudo vai mudar e que mais uma vez vou me sentir um completo desabrigado num momento em que teto não é o problema, e sim o chão sob meus pés. Onde não sei onde vou pisar no próximo passo, onde não tenho controle de nada além do sonho de uma organização da agenda que não tenho.
Estou mesmo é me enganando, por que no final sou eu mesmo que estou me sufocando…
e escrevendo o meu momento, sobre tudo o que falei dormindo.
“Baba baby, baby baba.”







CRONO, MARLE, LUCCA, SAPO (GLEEN), ROBÔ (PROMETEUS), AYLA, MAGUS (Janus).